Sono x Exercício físico

Dormir não pode ser visto apenas como uma necessidade de descanso mental e físico, podendo, se não adequado, desenvolver várias doenças; além do envelhecimento precoce, tempo de reação, alterações metabólicas, endócrinas, quadros hipertensivos, diminuição do vigor físico, oscilações no humor, dificuldade de concentração e perda da memória.


Quanto à prática do exercício físico, os benefícios ocasionados pelo mesmo são evidentemente positivos. A American Sleep Disordens Association (ASDA) afirma que a prática sistematizada de exercício físico é conceituada uma intervenção conservadora (não farmacológica) para o tratamento dos distúrbios do sono. Entretanto, a orientação de exercícios físicos com essa finalidade ainda é reduzida, possivelmente como um reflexo da falta de conhecimento por parte dos profissionais da saúde. Alguns estudos observaram, em pessoas fisicamente ativas, redução das queixas referentes ao sono, enquanto que pessoas sedentárias tendem a reclamarem de um sono ruim.


Para demonstrar os benefícios que o exercício físico promove na qualidade do sono daqueles que o praticam, atualmente, existem três teorias:


A primeira, conhecida como termorregulatória, afirma que a elevação térmica do corpo promovida pelo exercício físico facilitaria o irrompimento do sono, pois o hipotálamo é estimulado a alavancar a dissipação de calor e, consequentemente, a indução do sono.


A segunda, definida como conservação de energia, justifica que a restauração de uma nova condição adequada para o desencadeamento do sono, está sob a influência do crescimento do gasto energético motivado pelo exercício físico, o que amplificaria a indispensabilidade de sono com o intuito de alcançar um balanço energético positivo.


A terceira, conhecida como restauradora ou compensatória, parecida com a anterior, e afirma que a alta atividade catabólica induzida pelo exercício durante a vigília, aumenta a necessidade de sono, contribuindo para a atividade anabólica. A redução do metabolismo durante o sono e a sensação de fadiga descrita por sujeitos privados de sono reforçam a hipótese de que o sono tenha uma função restauradora.


O exercício físico intenso e prolongado pode causar alterações nas membranas celulares, devido a elevação da produção de radicais livres, esta produção ocorre pelo aumento do consumo de oxigênio durante o exercício, alguns estudos informam que essa produção ocorre tanto no exercício como na fase de recuperação. O período de recuperação é visto como um elemento muito importante para o processo de hipertrofia muscular, sendo o sono parte fundamental neste processo, pois é durante este que grande parte do GH é liberado. A relação entre GH e sono está bem evidenciada. Cerca de 50-70% da secreção do hormônio ocorre durante a fase inicial do sono. Com o aumento na secreção do GH, ocorreu à hipótese de que o sono está relacionado com a restauração dos estoques energéticos e ressíntese proteica.


A principal função do GH é o estimulo do crescimento de todo o corpo humano, sua concentração pode variar em até 290 vezes em poucos minutos, alguns de seus principais estímulos de liberação são refeições ricas em proteínas, o sono, a hipoglicemia, estresse (dor, calor, ansiedade), exercício e outros. O GH tem específicas funções metabólicas, podendo promover elevação da mobilização de lipídeos para produzir energia, aumento de síntese proteica, diminuição da utilização da glicose, redução do catabolismo protéico e dos aminoácidos. Nesse caso, o sono é tão importante para a hipertrofia muscular quanto a alimentação e o exercício físico.


Drielly Boddy

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