Lipídios e a prática esportiva

Atualizado: Mar 24


 Depois dos carboidratos, os lipídios são o principal substrato energético durante o exercício, sendo que sua utilização é mais acentuada durante as atividades prolongadas e de baixa ou moderada intensidade. Em tais atividades, depois que se esgotarem os estoques de glicogênio, até 90% da energia poderá ser proveniente das gorduras. Em geral, cerca de metade da energia usada pelo corpo em repouso e durante atividades leves é proveniente dos ácidos graxos. Entretanto, os lipídios são mobilizados (oxidados) para a liberação de energia quando a oferta de glicose está limitada ou sequer existe.

Atenção: uma molécula lipídica fornece o dobro da quantidade de calorias em relação ao que oferece uma molécula glicídica (carboidrato).


 As reservas energéticas de gordura são bem mais elevadas quando comparadas às reservas dos carboidratos. Por isso, na teoria, é mais proveitoso contar com os lipídios do que com os carboidratos para o fornecimento de energia. Porém, mesmo que os lipídios sejam utilizados de forma permanente, sua oxidação é um processo mais complexo para a maioria dos praticantes de atividades físicas, especialmente quando o esforço acontece em ritmo acelerado, fazendo que primeira opção de uso seja os carboidratos.

Neste contexto, podemos compreender que um elevado consumo de lipídios pelo corpo em exercício é resultado do treinamento. Assim, quanto mais treinado estiver o praticante, maior será a sua capacidade em usar gordura como substrato energético, poupando os carboidrato.

Uma alimentação com quantidades excessivas de lipídios não é favorável para a maioria dos indivíduos, pois pode causar sobrepeso e obesidade, assim como favorecer o aparecimento de todas as comorbidades relacionadas a essas condições, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, hiperlipidemias e doenças cardiovasculares.


 Na prática esportiva, isso não é diferente. O consumo excessivo de lipídios é desaconselhável e deve ser individualizado conforme o nível de treinamento e os objetivos estabelecidos para a composição corporal. Em geral, as recomendações para os praticantes de atividade física e esportes devem ser as mesmas utilizadas para a população sedentária. O percentual de lipídios em relação ao valor energético total diário (VET) deve corresponder a cerca de 20 a 30%, quantidade considerada suficiente para proporcionar ácidos graxos e triglicerídeos para a obtenção de energia durante o exercício físico. Vale ressaltar que o tipo de gordura também deve ser levado em consideração – o recomendado é evitar as fontes alimentares de gorduras saturadas e colesterol e priorizar o consumo de alimentos fontes de gorduras insaturadas.

Gorduras trans ou hidrogenadas: são um tipo de gordura produzida artificialmente, adicionada na maioria dos produtos industrializados com os objetivos de aumentar o prazo de validade e deixar o alimento mais crocante e saboroso.


Gorduras saturadas: são encontradas naturalmente em alimentos de origem animal (carnes e derivados, leite e derivados e ovos) e no coco e seus derivados.


Gorduras insaturadas: são divididas em poli-insaturadas e monoinsaturadas, sendo encontradas tanto em alimentos de origem animal (principalmente nos peixes) como em alimentos de origem vegetal, sobretudo nas oleaginosas e sementes, assim como nos óleos vegetais.



Drielly Boddy






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