Doença de Alzheimer

Caro leitores, tudo bem? Espero que sim!


O primeiro post do ano vai tratar de um assunto que tira o sono de muitas pessoas, especialmente o meu. Fugindo um pouco da forma utilizada na escrita dos últimos textos, dessa vez irei explicar um pouco do motivo para ter escolhido esse assunto especifico.


"No final da graduação eu iniciei um estágio extracurricular em uma ILP (Instituição de Longa Permanência), já que a legislação vigente não caracteriza mais essas instituições como asilo, lar geriátrico ou outros nomes convencionais que costumávamos chamar. Nessa instituição atuei como estagiário de nutrição por aproximadamente nove meses. A maioria dos idosos que residem lá possuem essa comorbidade ou outra relacionada a demência. E dói na alma ver uma pessoa com tanto chão e história terminar a vida assim. Um mês depois fui convidado a ser o Nutricionista Responsável Técnico e hoje trabalho muito próximo a essa patologia".


Sendo assim, esse tema será dividido em três momentos. Hoje inciaremos com uma introdução (do que se trata a doença, bem como cenário, sinais e sintomas e classificação), o segundo texto irá tratar da fisiopatologia da doença, ou seja, como ela se comporta no nosso organismo e por último tudo que se têm até hoje de tratamento e prevenção.


A demência é um termo que abrangem as doenças que afetam a memória ou outras habilidades cognitivas. A prevalência é que essa doença aumente exponencialmente com o envelhecimento, duplicando a cada 5,5 anos de incremento de idade. No Brasil são estimados 55 mil novos casos de demências todos os anos. Dentre as causas de demência a Doença de Alzheimer (DA) é responsável por 60% a 80% dos casos. Existem dois tipos de formas a esporádica - de inicio tardio, após os 65 anos de idade e a familial - de inicio precoce, antes dos 65 anos de idade.


A forma mais comum de DA é a amnéstica, com prejuízo na memória recente e na capacidade de aprendizado de novos fatos. Pode também ocorrer comprometimento não amnéstico e as formas de apresentação da doença serão relacionados a linguagem (lembrança de palavras), funções executivas (alteração do raciocínio lógico, julgamento e solução de problemas) e função visual espacial (perda da capacidade de identificar objetos ou pessoas, distúrbio no sentido da visão e leitura). Esses sintomas também podem apresentar-se simultaneamente e não apenas isolados.


Ainda pode haver diferentes tipos de estágios da doença, bem como: leve, moderado e grave, conforme o avanço da doença e o comprometimento da capacidade cognitiva e das atividades diárias. Antes de iniciar as manifestações clinicas desse tipo de demência, os indivíduos passam pelo que é conhecido de estágio designado de comprometimento cognitivo leve ou fase pré clinica. Esses não necessariamente evoluem para demência, contudo as chances são maiores do que aqueles que não entram nesse estágio.


Se você gostou desse tema, possui quaisquer dúvidas entre em contato conosco para tentarmos auxiliá-los. Daqui a aproximadamente duas semanas, escrevei sobre os mecanismo fisiopatológicos dessa doença. Fiquem ligados!!!


Leonardo Prim CRN10/7731

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Referência: Prodiet Journal. Edição Doença de Alzheimer. Prodiet J 2019; 1 (1):1-12.



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