Comer Intuitivo

Atualizado: Mai 12

 O termo intuição vem do latim intuitione, da união de “in” (em, dentro) e “tuere” (olhar para, guardar). Intuição é definida, portanto, como capacidade para entender, identificar ou pressupor coisas que não dependem de um conhecimento empírico, ou de conceitos racionais; sem uma avaliação mais específica e auxílio do raciocínio.

O ponto fundamental por trás da alimentação intuitiva é que, quando o corpo “é ouvido” ele “conhece” por natureza a quantidade e o tipo de alimento necessário para manter a saúde e o peso corporal.


 O Comer intuitivo, ou intuitive eating, é um conceito criado por duas nutricionistas americanas Evelyn Tribole e Elyse Resch. É uma abordagem baseada em evidências, que ensinam as pessoas a terem uma relação saudável com a comida e se tornarem experts dos seus próprios corpos. O estimulo é importante para as pessoas aprenderem a confiar em sua própria habilidade de poder diferenciar suas sensações de fome física e emocional, desenvolvendo autonomia alimentar para atender suas necessidades.


 O comer intuitivo é importante para que o individuo mantenha uma sintonia com a comida, mente e o corpo, sem precisar passar por restrições e proibições. Essa sintonia é baseada em três pilares do comer intuitivo:

- Permissão incondicional para comer;

- Comer para atender as necessidades fisiológicas e não emocionais;

- Apoiar-se nos sinais internos e fome e saciedade para determinar o que, quanto e quando comer.


 Um dos desafios do comer intuitivo é encontrar a sintonia entre os fatores de crescimento em saúde, pensamentos, emoções e fatores fisiológicos e os externos (ecologia).

Outro fator importante é a conexão com o sistema interno, que envolve desde pensamentos (rejeitando a mentalidade de dieta, havendo uma melhor relação com a comida) até o controle dos sentimentos, sem descontar eles na comida. Fator fisiológico tem uma importante ação, aprender a respeitar a fome, mas também a saciedade, podendo se alimentar de modo consciente, sem exageros e buscando melhorar a saúde.


 A influência dos fatores externos podem atrapalhar muito o modo com que lidamos com o alimento, quando há uma cobrança por parte da sociedade na busca do corpo ideal, modismos alimentares e terrorismo nutricional.

Quando o indivíduo aprende a equilibrar os fatores internos e externos que envolvem a alimentação, melhora a qualidade de vida, saúde e também sua relação com a alimentação, sem culpa e de forma consciente.


Nutricionista Renata Silva

CRN10- 8166P

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