Amamentando bebês com APLV


Apesar de qualquer alimento poder apresentar reação adversa no organismo do bebê ou do adulto, Alergia a proteína do leite de vaca (APLV) é o tipo de alergia alimentar mais comum nas crianças até 2 anos e é caracterizada pela reação do sistema imunológico às proteínas do leite de vaca e geralmente “cura sozinho” até os 5 anos.



É comum apresentar sintomas como distúrbio gastrointestinais, como vômitos, diarreia e má absorção, resultando em retardo do crescimento e/ou sangue nas fezes. Ainda podem ocorrer sintomas súbitos como irritabilidade, cólica, choro intenso e recusa alimentar. Além de reações dermatológicas como dermatite atópica, urticária e também são frequentes, broncoespasmo e rinite.


Durante o primeiro ano de vida, o mecanismo da alergia é não mediado por IgE, e ocorre principalmente por imaturidade do sistema imunológico intestinal. A proteína reage com as bactérias e células presentes no intestino desenvolvendo a rea


ção. Por isso é comum que os bebês nesta fase de amamentação exclusiva apresentem muito mais sintomas gastrointestinais como cólicas e sangue nas fezes. Frequentemente a alergia tem resolução ainda no primeiro ano de vida.


O diagnóstico é difícil, uma vez que não há um teste único ou combinação de exames que a definam com exatidão. A orientação é que deve ser feito pelo pediatra uma anamnese completa com enfoque no histórico familiar aliada a um bom exame físico onde pode avaliar crescimento e desenvolvimento do bebê, presença de sangue nas fezes, entre outros.

O ideal para o diagnóstico é retirar o alimento da dieta da mãe por 2 a 4 semanas avaliar e inserir novamente o alimento por uma semana para então obter esse diagnóstico.



Obtendo-se um diagnóstico de APLV a mãe não deve parar de amamentar, considerando que a amamentação é essencial na proteção à saúde da criança, fortalecimento da microbiota intestinal e imunidade. Diversos estudo relacionam a amamentação exclusiva até os seis meses como a única medida que pode diminuir a chance de ocorrência das alergias alimentares. Sendo assim a mãe precisa excluir de sua dieta leite e derivados pois a proteína do leite de vaca pode passar para o bebê através do leite.


A restrição do leite de vaca e derivados para a mãe somente deve ser considerada se houver reações comprovadamente alérgicas no bebê. E sempre que possível acompanhada de nutricionista para n


ão apresentar deficiência de nutrientes importantes.


Em casos de impossibilidade de amamentar no peito, deve se optar por fórmulas com proteína extensamente hidrolisada ou com fórmulas de aminoácido.


No caso de algum sintoma, converse com seu pediatra e sempre que possível mantenha a amamentação exclusiva até os 6 meses.


Escrito por Aretusa Dias, estudante de Nutrição.

@aretusadias


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